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Recursos humanos

Bom uso da voz pode evitar doenças no futuro dos servidores

11/09/2018 16:48:00

Depois de dois anos sem atividades preventivas, as secretarias municipais de Recursos Humanos e da Educação voltam a oferecer atividades do Programa Saúde Vocal, iniciativa que consiste, entre outras ações, em palestras com atividades práticas de caráter preventivo. É o que está acontecendo nesta semana, no Salão de Atos do Parque Barigui. Dois mil profissionais que fazem uso da voz de forma habitual e permanente em unidades da Prefeitura foram convocados para as orientações.

A diretora do Departamento de Saúde Ocupacional da Secretaria de Recursos Humanos, Maria de Lourdes D'Avila, informa que os profissionais que foram convidados e não puderam comparecer no dia agendado têm até sexta-feira (14/9), para participar.

Professora de História da rede municipal há 15 anos, Sidneya Zapella Anjos definiu a atividade como maravilhosa para os professores. "Numa palestra como esta, fazemos a retomada de situações que não estamos cuidando. Eu tenho rouquidão na voz. Com o que eu ouvi aqui, quero readequar algumas atitudes, cuidar daquilo que estou negligenciando", disse ela, que leciona na Escola Municipal Professor Erasmo Pilotto, no Atuba.

A fonoaudióloga Milena Siqueira Aoki, que está conduzindo a atividade para os servidores da Prefeitura, disse que com comportamentos simples é possível trazer ganhos para a saúde. "O adoecimento vocal tem um custo emocional. A voz é a nossa identidade. Quando temos prejuízos na saúde vocal, isso afeta outras partes da nossa vida", disse ela.

Segundo Milena, pesquisas feitas nas áreas da educação revelam que a voz também pode interferir na relação entre o aluno e o professor.

Hora de mudar

Durante a atividade no Parque Barigui nesta terça-feira (11/9), Milena falou da importância da respiração, citou características da disfonia, manifestação que pode indicar a necessidade de mudanças de comportamento.

"Os sinais podem ser a rouquidão, a dor e o ardor na garganta, cansaço ou esforço ao falar, por exemplo. Mas por trás da disfonia pode haver uma crise alérgica, nódulo vocal, gripe, cansaço, refluxo gastroesofágico e outros fatores, como o mau uso ou o abuso vocal, muito comum entre os professores", afirmou a especialista.

Ela também propôs algumas mudanças de comportamento, aspecto que deve ser observado por cada profissional. "Monitore a sua voz. Conheça seu padrão vocal, observe como fica a sua voz no fim do dia. Você pode gravar a sua voz com o celular e comparar. Perceba os sinais de mudanças ao longo do tempo, pois a disfonia começa bem devagar", recomendou.

Água, maçã e bons hábitos

Milena também sugeriu alguns comportamentos que podem fazer a diferença, como beber água com frequência, comer maçã, alimento que trabalha a mastigação e tem propriedades adstringentes que auxiliam a garganta e as cordas vocais, fazer aquecimento com a voz diariamente e observar a alimentação em geral. Aqueles que fumam precisam ter ainda mais cuidado com a voz, pois o cigarro traz sérios prejuízos.

Ela apontou também a importância de os profissionais evitarem o grito. "Este comportamento é uma exceção, trata-se de hábito inadequado. Apesar da competição sonora que ocorre, por exemplo, numa sala de aula, o melhor é buscar estratégias de ensino que permitam intercalar momentos de atividade com momentos de repouso da voz", declarou.

A coordenadora dos programas de Saúde Ocupacional, Marisa Mendes de Souza, afirma que o cuidado com a saúde deve partir do interesse de cada um. "No programa, oferecemos técnicas e exercícios para preservar a voz, que é um importante instrumento de trabalho."

Ela informou ainda que, além das duas mil vagas reservadas para os servidores nesta semana, mais duas mil serão oferecidas na semana de 1 a 5 de outubro.

Pedir ajuda

O servidor que perceba a necessidade de participar das iniciativas do Programa Saúde Vocal deve solicitar à chefia o encaminhamento para o Serviço de Medicina Ocupacional. O telefone para mais informações é 3350 8627 ou 3350 8691.

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