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São Francisco

Belvedere será restaurado com recursos de potencial construtivo

14/06/2017 15:40:00

O prefeito Rafael Greca determinou a transferência de R$ 1,2 milhão em recursos de potencial construtivo para a restauração do espaço do Belvedere, localizado na Praça João Cândido, no Centro Histórico. A homologação da transferência dos recursos será feita no próximo dia 22 de junho, em cerimônia na Prefeitura de Curitiba.

“É importante contarmos com recursos do potencial construtivo e o suporte da Lei de Incentivo à Cultura para recuperar este espaço.Tudo tem sentido se tiver uso. A verdadeira segurança está em espaços abertos, onde há luz e a transparência e não no abandono”, afirmou Greca.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 14/06, em reunião de apresentação do pré-projeto de restauro, no gabinete do prefeito na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Participaram o presidente da Academia Brasileira de Letras (APL), Ernani Buchmann; a professora Chloris Casagrande Justen, ex-presidente da APL (tendo sido a primeira mulher a ter assumido a função); o ex-secretário de Estado e também integrante da APL, Flávio Arns e representantes da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), parceira no empreendimento. Por parte do município estiveram presentes Reginaldo Reinert e Mauro Magnabosco, do Ippuc; Ana Márcia Gonzales, da Secretaria Municipal de Urbanismo e a administradora da regional Matriz, Guacira Civolani. A arquiteta Rosina Parchen, ex-coordenadora do Patrimônio do Estado, que acompanha o projeto, também participou da reunião.

O montante a ser aplicado na obra do Belvedere é uma sobra dos recursos aplicados no restauro da subsede do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no bairro Rebouças.

Designado como nova sede da Academia Paranaense de Letras, a partir de convênio com o governo do Paraná firmado em 2015, o Palácio Belvedere, na Praça João Cândido, é um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado no ano de 1966.

Celeridade

Segundo o presidente da APL, Ernani Buchmann, o encaminhamento dado pelo prefeito dá celeridade a um processo iniciado no fim de 2014, quando foi dado o primeiro passo para a cessão do Belvedere à Academia. “Até agora não tínhamos a definição do poder público quanto a restauração e o prefeito acenou com a possibilidade definitiva para a obra”, disse.

Pelo convênio firmado entre o governo estadual e a Academia Paranaense de Letras (APL) o prédio deverá ser um núcleo de ações de educação com ênfase na história do Paraná e nas áreas de língua e literatura nacional.



Para a professora Chloris Justen, a reunião desta quarta-feira foi muito significativa para o andamento do projeto. “O espírito artístico do prefeito concorre para a segurança que queremos para a proteção do Belvedere, uma jóia de grande significado para a cidade”. Ela destacou ainda, que a recuperação do espaço, como Observatório da Cultura Paranaense,  possibilitará o fortalecimento à formação pela valorização das raízes paranistas.

A proposta da Academia, de acordo com Buchmann, prevê o ensino da cultura paranaense nas escolas. “Queremos avançar para incluir a nossa história como matriz pedagógica nas escolas públicas e particulares e o Belvedere será um núcleo deste processo.”

Flávio Arns destacou que a obra é importante não apenas para a Praça João Cândido, mas para todo o entorno. “Em vez de pensar apenas no prédio estamos levando em conta todo o Centro Histórico. E o apoio da Prefeitura é extraordinariamente bom para a cidade.”

A Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio) também é parceira na recuperação do espaço com um projeto de instalação de um café e de um espaço gastronômico de valorização da culinária paranaense.

Art nouveau

Exemplar arquitetônico desenhado com linhas art nouveau foi construído em 1915, pelo então prefeito Cândido de Abreu, para ser um mirante no então ponto mais alto urbanizado da Capital.

A edificação teve outros usos, tendo sido, nos anos 20, sede da primeira rádio do Paraná, a Rádio Clube Paranaense. Na década de 30 passou a ser Observatório Astronômico da antiga Faculdade de Engenharia do Paraná e, em 1962, sede da União Cívica Feminina Paranaense. Anos mais tarde, em 2008, o prédio foi usado como posto da Polícia Militar e, entre 2012 e 2014, transformado no primeiro Centro Estadual de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua.

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